Abraço grátis em Florianópolis – All you need is love

And love is for free…

Esquecemos-nos da importância do contato humano. Li um livro muito inspirador: A Terapia do Abraço de Kethleen Keating. Precisamos do carinho tanto quanto do ar que respiramos. A afetividade aumenta e traz bem-estar, efeito da ação do hormônio que gera um impulso e desejo de cuidar. Katheleen Keating, autora do livro A Terapia do Abraço, diz que a sociedade está sofrendo de solidão.

A tecnologia moderna é importante, mas todo ser humano precisa de carinho físico. Quando bem apertado, ampara tristezas, combate incertezas, enxuga lágrimas. O simples ato de abraçar diminui a pressão sanguínea, o batimento cardíaco e o nível de hormônios ligados ao estresse.


Quantas pessoas você já abraçou hoje?

Chico Xavier – revelações inéditas feitas por Saulo Gomes

Que privilégio poder entrevistar o primeiro grande professor do jornalismo e mídia eletrônica, senhor do maior ibope de toda história da TV! Sua imagem nos é muitíssimo familiar, pois por cinco décadas é convidado de honra das TV e rádios dos lares brasileiros. E melhor de tudo é ouvir dele revelações inéditas acerca do Kardec brasileiro, o muso do Espiritismo, médium mineiro (e, de acordo com Saulo, grande chef) Chico Xavier.

Saulo co-protagonizou o fio-condutor de Chico Xavier, o filme, com o Programa Pinga Fogo, no papel que foi feito pelo ator Paulo Goulart. Para os mais velhos, ainda está gravada na retina a imagem do repórter investigativo que coleciona aventuras e dissecou o cenário político nacional no rádio e TV por décadas.

Assista a entrevista que nos concedeu nos estúdios da FEC, quando passou por Santa Catarina na Cruzada de Amor de Chico Xavier:

Assista também à entrevista à TVBV e confira o quanto esse senhor é abençoado. Ouça o emocionante relato de uma senhora cuja vida se transformou ao conhecer seu trabalho, enquanto encontrava-se encarcerada. Saulo incentivava a todos a seguirem pelo caminho do bem, inclusive presidiários. Modificou o rumo da vida de D. Necilda Santos a tal ponto, que essa decidiu reinventar-se. Ex-menina de rua. Ex-presidiária.  Ex-analfabeta. Sem recursos e desprovida de qualquer oportunidade, D Necilda decidiu ser um membro útil da sua sociedade, construir uma vida digna e hoje é líder comunitária e blogueira: http://nenesobalada.blogspot.com/

Obrigados, Edna e Saulo, por termos partilhado por dois maravilhosos e inesquecíveis dias da sua companhia!

Durante a entrevista à TV FEC: Saulo Gomes e Barbara Reiter

Saulo com a Família FEC: Ricardo Mesquita, Luana Amorim, Barbara Reiter, Edmar Bernardes em fotos de Edna Gomes

Na amanhã seguinte, em visita à D. Necilda Santos, com fotos de Eduardo Silva

Oral Esthetic Maison I

Alguma dúvida a respeito de saúde, estética, implantodontia, profilaxia? Assista as entrevistas a seguir e tenha sorriso de artista de cinema!

Dr. Patrick M Palhano fala sobre enxerto ósseo:

Dr. Tulio Valcanaia fala sobre as novas técnicas em implantodontia e o conforto do paciente:

Dr. Andrigo Beber fala sobre odontopediatria:

Dr. Ricardo Machado explica um pouco sobre estética:

Dra. Caroline Aranaldi fala um pouco sobre prevenção:

Dr. Patrick M Palhano explica um pouco mais sobre implantodontia:

Como você pode assistir, é a equipe técnica mais bem preparada do litoral catarinense, com corpo clínico de doutores e professores.

www.maisonoral.com.br

TV FEC I – entrevistas

Algumas entrevistas da TV FEC a seguir.

Conversa com Dr. Ricardo Di Bernardi do ICEF, pediatra e homeopata, trabalha com Terapia de Vidas Passadas e é idealizador do Fórum de Paranormalidade e Mediunidade de Florianópolis. Nessa entrevista fala sobre aborto.

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Abaixo, entrevista com João Pinto Rabelo da FEC, que fala sobre mediunidade.

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Confira abaixo entrevista com Zeferino Pedro Sachet da SEEDE (Seara Espírita Entreposto da Fé), que trabalha com crianças.

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A seguir, entrevista com Silvana Santos, farmacêutica e coordenadora de estudos mediúnicos do CEAHA (Centro Espírita Amor e Humildade do Apóstolo).

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Entrevista com Irineu Celso Ludvig, Presidente do CEAHA (Centro Espírita Amor e Humildade do Apóstolo).

www.fec.org.br

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Para entender o mundo em que vivemos no século XXI

Quer entender melhor essa geração nascida nos anos 80? Assista a esses videos.

Os filhos dos baby boomers são editores de conteúdo e Internetês é lingua-mãe, enquanto somos migrantes digitais.

Assista e entenda as tendências de comportamento e consumo.

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A química da paixão

Chegamos juntos. O olhar de ambos se enterneceu. Cupido entrou em ação: desferiu duas flechadas numa só tarde, que transpassou corações sem aviso. Sinto fogo no meu peito. As faces em brasa. Ele sente o coração acelerar. Suspiros. Gemidos. Aumento de pressão. Descargas de dopamina e endorfina. Euforia sem explicação. Pupilas se dilatam.

Olhamos um para o outro? Nana-nina-não. Olhamos na mesma direção.  Mas uma avalanche de estímulos nos cega para o restante do cenário no estande da YachtBrasil na Tedesco Marina. Eu só tenho olhos para a linda lancha. Ele só vê a Ferrari que está em frente à embarcação. Assim funciona a química inexplicável das paixões.

Minha paixão pelo mar é antiga. Atavismo genético. A vida veio da água. Somos feitos de muita água. Antes de nascer, nadamos no líquido amniótico. Quer acalmar um bebê choroso? Dê um banhozinho nele.

O mar encanta, intriga, atrai, apaixona.

Várias viagens empreendi pelos sete mares. Deitada no conforto do meu quarto. Com o poeta português Camões, fiz planos em naus e embarquei junto com Os Lusíadas “por mares nunca de antes navegados”. Pensei em responder à questão de Fernando Pessoa: “ Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal?” Fui companhia observadora por 100 dias ao onanista aventureiro na moderna odisseia de atravessar um oceano ou navegar entre os polos a bordo de um veleiro. Acompanhei as descobertas de Fernando de Magalhães na companhia da família Schurmann. Várias viagens entre oceanos virtuais, imaginárias. Reais? Só passeios nos iates dos amigos em Angra ou na costa catarinense.

Fiz snorkeling e mergulho livre em Labadee, no Haiti. Aprendi mergulho autônomo com os filhos na Ilha Bela. O mundo subaquático é coloridíssimo, calmo, silencioso. Tudo acontece noutro ritmo. Flutuo leve entre seres desconhecidos. Comprei equipamentos, roupas. Preparo-me para a hora de viajar e mergulhar com o meu iate.

No Festival Náutico Tedesco Marina dou de cara com tudo o que mais sonho. Não bastasse a envolvente feira de embarcações, ainda há a loucura do luxo e glamour…

Morando em Balneário Camboriú, em frente a esse marzão verde-esmeralda, estou pensando seriamente em fundar o Movimento dos Sem-Iate e corrigir essa injustiça social… hehehe…

(photos: Milton S de Oliveira).

Feira Náutica Tedesco Marina 2011 – puro luxo

O que é o luxo? Quem se atreveria a redigir uma definição inequívoca do verbete?

Para mim, luxo é sofisticação, conforto, exclusividade, beleza, bom gosto, estilo artístico, qualidade, raridade, uma experiência sensorial única. Um conceito contrário ao que é popular. Mas é buscar, conforme seus recursos, sua auto realização. Por isso, o luxo é relativo. Todas as pessoas buscam a auto realização e as necessidades do homem são classificadas de acordo com uma hierarquia. À medida que satisfazemos uma necessidade, imediatamente procuramos satisfazer à próxima: fisiológica, segurança, social, estima e, por fim, auto realização.

Satisfazer o próprio ego tem um efeito narcótico, de tão prazeroso.

Ao chegar à Feira Náutica da Tedesco Marina a convite da Revista Estação Aeroporto, deparo-me com luxo e glamour regado a litros champanha em cada estande. Iates, automóveis, helicópteros, ourivesaria e até empreendimentos imobiliários para bem-nascidos.

No estande da Construtora Procave, um lustre vermelho carmim sobre um totem. Uma tela i-touch explica em hi-tec detalhes do ícone arquitetônico Ibiza Towers, com conceito de clube privativo nas três torres, cujo apartamento vale 2,75 milhões de puro luxo.

Uma bailarina de flamenco remete à paixão pela vida e voluptuosidade quente do empreendimento em frente ao mar.

Obras de arte do português Emanuel Nunes embelezam os estandes.

No estande da YachtBrasil – revendedora da Azimut, maior produtora de iates de luxo do mundo que agora tem estaleiro em Itajaí – temos uma amostra do que é requinte, conforto e excelência tipicamente italianos em embarcações.

Isso é que é vida…

(photos: Milton S de Oliveira e Carina Bogetti)

Chanel – c’est très sexy!

Chanel deixou vazar um video com seus novos esmaltes. Megasexy, show de esmaltes-vedetes com cores lindíssimas!

Na mesma vibe que o Crazy Horse de Paris – que adooooro!

Quer matar a saudade?

Artista-Jason é moda na publicidade

OMFG! Genteeem, agora é moda o auto-bulling. Assumir suas limitações e faturar mais 15 minutos de glória na midiosfera. Parabéns aos publicitários que bolaram artistas-Jason, aqueles que você pensa que já pode suspirar aliviado, mas, quando menos espera, ressurgem do fundo do rio. Garanto que, enquanto rimos deles, estão rindo da gente, com o bolsinho bem recheado…

O cigano Igor is back! E mostra que sabe também dizer “Te amo, Dara!” em inglês, enquanto Dustin faz parecer tãããão fácil…

Byafra ressuscita num falsete impagável. Duvideodó que você vá zapear na hora do comercial.

Palmas para eles!

PS: notícia de terceira mão – o Blog Holofote viu no Blog do Bruno Chateaubriand que o ator Macchi recebeu a módica quantia de 400 mil reais para interpretar a si próprio \o/ cache bem mais modesto que o de Hoffman, 2 milhões.

Quer saber, por 400 mil eu faria o papel até de boba da corte!

Yes, nós temos Victor Dzenk

Yes, nós temos bananas! E açaí, graviola, cupuaçu, sapoti, atemoya, cajá, caju, pitanga… Uma explosão de frutas estava presente no Lounge do Donna Fashion no Shopping Iguatemi.

Tá bom, vai. Foi uma licença poética para enfeitar a abertura do post e dizer que havia abacaxis, bananas e maçãs. Texturas, estampas, cestas de palha, caixas de madeira despertavam o tato, olfato, visão e paladar na entrada do evento.

Fui com um cocar para homenagear o Dzenk. Superdiscreta, néaum? Na foto com a socialite Cristiane Barbosa

Cimélio Pereira (C&V Bureau), Eduardo Smith (RBS), Alex Reiter (FECOMÉRCIO-SC)

“Quando fizemos a pesquisa, vimos que as grandes griffes estavam usando frutas como referência. Achamos que o tema teria a sensação de frescor que o verão pede, além do impacto que será causado com a transformação do lounge em uma feira” – explicou o arquiteto Marcelo Salum.

Na antessala ainda um espaço adorável feito pelo mix de glamour e sabores do Taikô Iguatemi.

Jamil Nicolau, juntamente com Adriana Piazza colocou os bonitos, celebs e wannabes para verem e serem vistos na primeira fila.

E para provar que o Brasil é mesmo o laboratório da pós-modernidade, precedido por uma palestra do carismático e talentoso Victor Dzenk sobre seu processo criativo, inicia o desfile de ninfas e deusas da floresta.

A inspiração da coleção Verão 2012 dele tem a cara do Brasil, personalizado pelos encantos do Amazonas revisitados nas estampas hi-tec que fazem uma releitura do caleidoscópio da fauna e flora brasileiros e toda sua exuberância num patchwork digital.

Urucum, tribais, imagens desfiguradas, aquareladas, espelhadas, penas, vitórias régias tecnológicas, répteis, palhas mixadas e transformadas em maxi estampas tropicais.

O animal print que foge do óbvio, do leopardo e zebra e se sofistica na seda e no jérsei com lycra. Acessórios dos caiapós devidamente tratados e resinados.

Estou aqui ao lado do artista da noite, Dzenk.

Seu vestido com colo V, franzido de leve, nó na cintura e efeito lifting está na minha wish-list e quero assim que chegar na Tida…

O crédito das fotos dos dois posts do Donna Fashion Verão 2012 é de Jefferson Severino.

Tida no Donna Fashion Verão 2012

Tida é uma multimarcas feminina de Florianópolis que não fica devendo nadica a nenhuma loja de São Paulo.


O desfile de encerramento da primeira noite do Donna Fashion Verão 2012 foi badalado, concorrido e muita gente ficou de pé ou sentou no chão para conferir. Na cenografia, orquídeas gigantes sinalizavam uma influência de romantismo. Começou com nudes, off-whites, pratas e dourados.

Passou ainda pela Dudalina Feminina com cada look trazendo um mini-me a tiracolo megafofo!

Foi crescendo e carregando na paleta até o color blocks.

Na foto, Reiter do Conselho Estadual do Turismo e Membro da Câmara Empresarial de Turismo – FECOMÉRCIO; euzinha, a socialite Cris Barbosa e o Presidente dos Convention & Visitors Bureau de Santa Catarina, patrocinador do evento, Cimélio Pereira.

Na foto Tida Zanatta.

Depois, uma badalação e rasgação de seda de bonitas e bem-nascidas na loja, regado a champanha. Lógico que saí com mais um vestidinho para meu acervo de lady-likes.

Agradeço ao jornalista Jefferson Severino pelas fotos maravilhosas, sem as quais não poderia fazer esses posts.

Acredite quando ele disser que compra a Playboy para ler as entrevistas

Como explicar a discussão interminável sobre a polêmica declaração da Sandy à revista Playboy? A chamada de capa grita: “É possível ter prazer anal”.

Sabe aquela menina engraçadinha que aprendemos a ter carinho, a sobrinha que conhecemos desde que fazia gracinhas de fralda e cantava em tati-bitati? Recusamo-nos a crer que o tempo passou e ela cresceu. Como se fosse uma maldade, um pensamento quase incestuoso pensar na Maria-Chiquinha como alguém que floresceu e tem idade suficiente não só para ver TV até tarde, ir sozinha ao shopping, mas folhear e mesmo dar entrevistas para a Playboy! A chamada de capa da revista teve efeito bombástico nas mídias sociais, gerou trend topic, foi a principal fofoca digital e verbal, lembrada em cada pequena aglomeração de desocupados de plantão, povoou o imaginário dos marmanjos mais sacanas. Piadinhas exercitaram a criatividade de redatores amadores por todo continente.

Mas o fato de ter vozinha meiga e corpitcho de 41 quilos (não pode nem doar sangue…) não ajuda a mudar a fama de “angelical” e “virginal” da moçoila. Já foi um sacrilégio vê-la fazendo propaganda da diabólica invenção egípcia que dá barriga, logo corrigido com beicinho de birra dizendo que não bebe cervas. Pô, quem tem que fazer o papel de devassa é uma popozuda do funk, uma moça-hortifruti dessas com quadríceps gigante e voz do Duck Donald em timbre irritante gritado, rebolativa, lasciva, que tem de monte na lista do wanna be a star que faz a alegria do back-door televisivo dos programas popularescos da TV aberta de subcelebridades (cof, cof…).

Mas a verdade é que a filhota do Xororó é dona do seu belo narizinho, casada, paga suas contas e pode falar o que der na veneta. Embora falar à revista masculina líder seja talvez mais uma tentativa furada de mudar a imagem de certinha. Durante a entrevista deu uma de Suíça: foi neutra, tangenciou questões cabeludas e não deixou de ser a moça de família que sempre foi. A sobrinha que tenta voltar para casa de madruga sem fazer barulho, só de meias, depois de ter saído escondida, mas no escuro tropeça e derruba algo e dispara o alarme. Mas a fofa ficou no lucro. Os ingressos para gravação do seu novo DVD estão sendo disputadas a tapa. Provavelmente pelos mesmos gatos que vão dizer para a namô: “Pô, bizuquinha, até a Sandy faz…”

O Pânico na TV colocou como GC de uma vira-latinha para adoção o nome Sandy. Detalhe, estavam medindo a temperatura da bichinha. Adivinha onde…

Sabe por que tanto bafafá? Primeiro, pelo mesmíssimo motivo pelo qual antigamente, com a valorização da virgindade, noivas satisfaziam desejos incontroláveis de seus futuros maridos esquecendo-se de trancar a fechadura da entrada de serviço. Hipocrisia pura. Segundo, porque até o restante do mundo está se rendendo à paixão brasileira. Basta ver o sucesso da J-Lo e das Kardashian, que além da comissão de frente, têm a de trás turbinada.

O pessoal da edição é escolado. Espertinho, o bem-dotado (intelectualmente) Edson Aran pinçou um trechinho em que a cantora fala hipoteticamente do furico, selecionou, pôs em negrito, itálico e jogou na capa. Está certo, é o papel dele. É a Playboy. Só não sei se ele imaginava que o factoide iria roubar a cena.

Grande injustiça: bem menos se falou sobre o retorno da multifacetada apresentadora/atriz/estrela Adriane Galisteu, com fotos belíssimas feitas em um dos maiores cartões postais do mundo, San Pietro de Positano, na Itália. Produzida pela dupla dinâmica que engole as melhores capas, composta pelos não menos talentosos e famosos mago das tesouras Marco Antonio de Biaggi e dos pincéis Kaka Moraes e clicada por J.R. Duran, o mesmo que assinou o antológico ensaio de ‘95 que vendeu quase um milhão de exemplares. Depois de ter tido um filho, a loiraça está um espetáculo e ainda repete a foto famosa da depilação. Mas a foto que achei mais bonita é justamente numa embarcação, inclinada para frente em direção à água, com o derrière generoso em primeiro plano sorrindo bronzeado para o sol da Costa Amalfitana.

Para encerrar, não entendo por que tanto blábláblá em torno da declaração da Sandy, uma questão de foro íntimo, que deve ser tratada entre quatro paredes num acordo mútuo que só diz respeito ao casal…

Era uma casa muito engraçada…

Carlos Paez Vilaró ao visitar Brasília em construção no final dos anos 50 do século passado, escreveu um livro sobre ela. Voltou para casa e criou a Casapueblo, sem linhas retas para ser mais humana, uma anti-Brasília urugaia! Idealizada pelo multifacetado pintor, tapeceiro, escritor, cineasta, visionário e artista premiado em todo mundo, o extraordinário Carlos Páez Vilaró, a Casapueblo é uma escultura arquitetônica que mescla arte e design numa encosta em Punta Ballena, a 15 quilômetros do centro da bela Punta Del Este, no Uruguai. Seu atelier fica na parte superior da casa, que conta com museu, restaurante e hotel com 70 quartos. Há várias salas de visita que se debruçam em direção ao mar, onde ocorrem ininterruptamente exposições de esculturas, pinturas e cerâmicas e as gravuras dele a partir de US$ 30. Com sorte, se encontra o próprio artista, que faz uma dedicação especial na obra.

Pode lembrar talvez o catalão Gaudi ou Salvador Dali psicodélico, arredondada e branca, sem linhas retas, irregular, complexa, com influência mediterrânea que remete a castelos de areias gigantes, espaçonaves brancas ou um condomínio de João de barro para gente. Desce do alto do morro até quase a praia. Esta escultura habitável começou a ser construída em 1958 e foi crescendo devagar. Era um simples cômodo feito de latas, inicialmente. Um abismo à beira de um precipício que seria seu atelier. Em seguida, foi revestido com ripas de madeiras de navios naufragados. Então, numa mistura de cal, cimento e tela de galinheiro, criou a cara que hoje tem a casa, toda branca para contrastar com o céu e o mar. Foi sendo construída com suas próprias mãos e de acordo com seu estado de espírito e inspiração da hora. Ninguém sai incólume dessa experiência.

Além da paisagem de tirar o fôlego, da imensidão do mar e da vista verde, outros sentidos são acionados, com aroma do verde em redor. Um clássico diário desde 1994, a cerimônia do por do sol, ao crepúsculo dourado, tendo a voz de Vilaró recitando seu poema, é uma viagem! Como uma missa ecumênica, leva alguns visitantes às lágrimas ante a magnitude do espetáculo!


Cada personalidade que visitou a Casapueblo teve um quarto com banheiro construído para sua estadia: Toquinho e Vinícius, Pelé, Roberto Carlos, Robert de Niro, Omar Sharif, Brigite Bardot, Che Guevara, Carlos Menem, Tony Curtis, Ivo Pitangui, João Gulart, Patrick (filho de Jonh Wayne) e Anthony (filho de Alain Delon). Até os ladrilhos dos banheiros, feitos à mão, são personalizados!

Neste refúgio Vilaró pode viver, pintar e receber amigos. Há 50 anos ele faz arte. Ainda afirma que a arte e a vida são como um largo caminho cheio de portas que devem ser abertas para descobrir o que há por trás de cada uma. Era amigo do poeta brasileiro Vinícius de Moraes, que numa manhã de frente para o mar, para os filhos do artista, improvisadamente fez os versos da casa engraçada e completou: “Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada. Ninguém podia entrar nela, não, porque na casa não tinha chão. Ninguém podia dormir na rede, porque na casa não tinha parede. Ninguém podia fazer pipi, porque penico não tinha ali,… mas era feita com pororó, era a casa de Vilaró”. Poucos conhecem a sequência original…

Da esquerda para a direita: Marcos Grolero, eu (que fiquei aloirada assim que cheguei ao Uruguai – deve ser alguma coisa na água do chuveiro, neaum?), o querido artista Carlos Vilaró e sua mulher.

Casapueblo – O museu abre diariamente das 9 até o por do sol.

Santa Catarina Moda Contemporânea – SCMC6 – parte I

A diferença entre costura e cultura são duas letrinhas. Qual o limite entre criatividade e loucura? Entre o conceitual só para encantar os olhos e o usável nas ruas?

Fui visitada pela nostalgia. Senti saudades dos 20 anos em que trabalhei com moda, que é que um caminho entre a arte e a vida real.

A história da Dudalina começou com um casal megaempreendedor. Mas ainda assim, que viviam em clima de romance constante, pois tiveram 16 filhos! Seu Duda e D. Adelina possuíam uma loja de secos e molhados – um armazém de comestíveis e bugigangas que era um tipo de comércio que tinha mais ou menos de tudo antes dos hipermercados. Pois bem, após uma grande compra de tecidos que encalhou, D. Adelina mostrou perseverança e criatividade: resolveu fazer camisas e essas foram um sucesso!

Experimentam varejar na loja 595 de São Paulo no bairro Paraíso, que é puro loosho e glamour: o projeto Su Misura faz camisas sob medida, com elegância, charme e classe.

A degustação da camisaria feminina começou ano passado na cidade de Campos do Jordão, quebrando um paradigma de moda exclusivamente masculina da marca e deu supercerto! Claro, mulher pode ter 10 camisas no armário, mas, mesmo sem precisar, se ver algo que goste compra na hora. Algumas, aliás! Mas não deixa de ser um ato de ousadia investir num mercado que parece já saturado, como é a moda feminina.

Eu sei que saí de lá frustradíssima porque alguém decidiu que não haveria tempo para que eu pudesse passar meu cartão e fazer umas compritchas, pois fiquei a-pai-xo-na-dís-si-ma por uma camisa com botões de swarovski, outra floral parecendo uma pintura impressionista, outra de zebritcha para soltar minhas feras, ainda uma preta de punhos rosa combinando com as casinhas dos botões, da branca com dobras do punho e gola floridos…

Aaaaaaaaaaai! A verdade é queria a coleção inteira, uma para cada tipo de humor!

O diretor comercial Ilton Tarnovski repetiu algumas vezes que o grande desafio hoje era suprir a enorme demanda. Falou que os planos da empresa são de chegar a 2015 com um bilhão em faturamento e participar do Clube dos 100 (empresas que atingiram o primeiro centenário em SC, como WEG, Malwee, Karsten, Hering, Bunge). Para uma empresa poder se orgulhar de sua longevidade é necessário se adequar aos tempos: caso mude o ritmo e a música, ela muda a dança na mesma hora. Quem se adequa ao mercado sobrevive na seleção darwiniana. Uma simples regra de sobrevivência. Ilson também bebeu na fonte de Phillip Kotler no HSM do ano passado, com o MKT3.0 voltado aos valores: a sua empresa não só veste com elegância seus clientes, como também enxerga as pessoas envolvidas no processo de compra e vê a produção de modo mais amplo, valoriza as formiguinhas que laboram no dia-a-dia dessa empresa de oportunidades. A Dudalina torna-se um agente que pode mudar a vida das pessoas, agregando cuidado e atenção e devolvendo valor para a sociedade. Há uma política de fácil acesso aos altos gestores, como o café com a presidente. Gentem, vou aprender a costurar e mandar meu currículo!

Dali fomos à centenária Hering. A fashionista Flavia Bucker, jornalistas de todo Brasil e eu fomos recebidos de braços abertos pelo chiquérrimo e low profile Pedro Hering, tataraneto do fundador; pela prata da casa Amélia Malheiros, Gerente de Comunicação Corporativa; e por um dos executivos mais respeitados do setor têxtil de Santa Catarina, o Sr. Ulrich Kuhn, presidente da ABIT, que há mais de 30 anos também preside o Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau e Região – Sintex. Fiquei encantada com a juventude, flexibilidade e modernidade desse senhor e da paixão da Amélia pela empresa! Além de contar a história da empresa, falaram sem receios da concorrência asiática, do dilema “make or buy?”, da conjugação do verbo “varejar”- algo relativamente recente aos fabricantes que querem estar antenados com o consumidor, ter feed-back sobre seu produto e saber o que esse quer.

Fomos recebidos no hightech Museu Hering, num casarão estilo enxaimel do fim do século XIX que faz parte do patrimônio histórico do estado. Não é um museu com cara quadradinha, é para literalmente se colocar a mão na massa, pois ao final cada um pode criar sua própria camiseta. Lá há uma declarada inspiração no Museu da Língua Portuguesa. Há uma linha do tempo, na interatividade digital no monitor touchscreen onde se pode ouvir desde a carta que um irmão Hering escreveu ao outro a depoimentos de funcionários. O público pode ainda manusear um tear de 1889 restaurado.

É um ambiente sensorial, onde a cultura e a tradição são sentidas num acervo que traz não só a história de uma família, mas da produção têxtil de uma época.

No último ambiente o visitante pode dar asas à criatividade e customizar a sua própria camiseta Hering, montando uma estampa exclusiva e imprimindo-a através do processo de hot stamping.

Estilizei uma para o Movimento AME SUA VIDA, com uma florzinha de fuxico prateado e estampada ponto a ponto a mão fixado por prensa térmica.

Santa Catarina Moda Contemporânea – SCMC6 – parte II

No dia seguinte, quase desloco o maxilar com o queixo caído. Oooohs e suspiros foram lugar-comum na fascinante exposição. Não há mais fronteiras entre moda e design. Nem tudo era para ser entendido, explicado, desde que causasse algo e surpreendesse. É um projeto inovador, diferente. Um caldeirão de criatividade nas instalações artísticas, efervescentes e borbulhantes de impressões.

Não há nenhum outro projeto semelhante, o que faz do SCMC um evento único e que projeta Santa Catarina e coloca Balneário Camboriú no calendário anual da moda. Um banho de ousadia e vanguarda.

O espaço da RVB resgatou a biografia de uma mulher fantástica e à frente de seu tempo, que chocou a sociedade de Brusque do século passado por ser dona de bordel, mas entrou para a história da cidade com uma aura de admiração em torno de si: Fanny. Homenagearam Fanny reconstruindo um clima de rendez-vous e cantando músicas da Ópera do Malandro de Chico Buarque num pocket-show nota 10.

Quem disse que beleza não se põe à mesa? No espaço da Copa & Cia, o prato principal a ser servido foi poesia concreta. Amei!!! Fui convidada especial para jantar cultura. O tema “Jantar na Casa do Poeta” evidenciou o prazer da conversa edificante à mesa ao compartilhar bons momentos entre família e amigos. Para compor o cenário da cápsula, em cada lugar à mesa ao invés de pratos estavam dispostas máquinas de escrever.

Ao invés de folhas de papel, jogos americanos da empresa. No lustre e papel de parede, letras esperavam formar palavras e ideias, para compor poesias. Loosho intelectual!

O espaço da Dudalina investiu no projeto Mão-Máquina, figurinos e cenários futuristas e monocromáticos que homenagearam o passado artesanal de detalhes hand-made, da época que alfaiates faziam as peças sob medida.

Manufatura volta a ser sinônimo de luxo.

Na Hering, a proposta Aquaplay algas e criaturas marinhas imersos na moda.

Na minha wish-list os vestidos da Lez a Lez com estampas di-vi-nas, exuberantes, esbanjando sensualidade techno-tropicaliente. Arrasou e quero no meu closet, pleeeease!

Ainda vi por lá: romantismo e transgressão no Bedroom Rock Festival do time criativo do Senai Joinville.

Colaboratividade, patchwork e pedaços de edredons colocados pelas mãos do público na instalação da Karsten & Univille.

Não faltou deleite para nenhum dos cinco sentidos. Para o da audição, DJ Cristiano Santos.

Mais tarde o piano performático do DJ Mattias Mimoun, I just love an european touch, como a gravata borboleta combinando com o lencinho. Mattias deu um showzaço! Michael Jackson, Beyoncé e uma odisséia no espaço inundaram o ar com ondas sonoras fashionistas!

Curtição com dois dos homens da minha vida: Alexander e Alex Reiter! Bjs! 

Jurerê para sonhar

Ibiza, Punta, Côte d’Azur, Miami Beach, Cape Town, Tangier… não precisa carimbar o passaporte para dar pinta numa praia exclusiva e badalada.

Basta chegar a Floripa e dirigir-se para o norte da Ilha da Magia, onde está o destino mais desejado de todo o enorme litoral brasileiro.

Muito já se falou e todos os verões saem mil reportagens sobre Jurerê Internacional. Mas é e continua sendo tudo o que se fala e muito mais.

Uma praia superlativa, limpa, bem frequentada, para ver e ser visto.

Mar azul calmo, sem ondas, casas sofisticadas e sem muros, segurança, infraestrutura de bares, restaurantes, o Open Shopping.

Para encher os olhos, além de celebridades internacionais, übermodels e do cardume de sereias e sereios bronzeados e malhados, outro desfile nas ruas: Porches, Ferraris, Mercedes e BMWs brotam do asfalto. É o point dos prósperos de verdade. Não os pretensos-pseudo-playboys. Ok, também aparecem por aqui celebridades meia-boca, ex-BBBs, panicats e wanna-be-a-star. A diferença é que os primeiros se esquivam dos flashes, enquanto as minor-celebrities são atraídas feito vaga-lume pelos flashes e se digladiam por uma fotico. Mas essa é uma das funções sociais da praia, né? Fazer o mix high-low.

Por onde mais passear? Vá ao centro, suba o Morro da Cruz e tenha uma vista privilegiada da enorme ilha. É lindo de dia ou à noite. Não esqueça a máquina fotográfica!

Ao passear pelo centro, tem-se a impressão de estar nas ruas de Portugal. O Mercado Público Municipal tem estilo açoriano e foi construído em 1898. Tem duas alas muito visitadas não somente pelos turistas, mas também pelos moradores da Ilha. Há nos boxes desde peixes e legumes até artesanato. A gastronomia privilegia os fornecedores locais, com diferentes opções de peixes e frutos do mar. Sábados há rodas de samba ao vivo e muita alegria.

Como nas cidades europeias, você pode pegar um open bus de dois andares e conhecer os principais pontos turísticos da cidade saindo do Shopping Iguatemi.

Na volta, jante no Taikô do Shopping Iguatemi: gastronomia refinada regada a champanha.

Passeios náuticos, escunas, mergulho, esportes radicais? Procure antes de viajar o pessoal da Ceretur e veja os roteiros do Capitão Dieter no Ondança.

Onde curtir a praia: há vários beach points onde DJs fazem a trilha da sua vida parecer um filme internacional em alto estilo. A delícia de estar a poucos passos do mar… Mas com sombra, espreguiçadeira, champanha e petiscos, ouvindo house, lounge e com uma vibe glamourosa no ar em sunsets perfeitos. Se badalação tivesse um endereço, certamente seria no norte da Ilha.

O Café de la Musique.

O supernovo Ecco! – um mix de glamour e design.

Parador 12.

O sofisticado Café Riso Plage.

E meu favorito, o Taikô, que tem influências orientais, cozinha fusion. Dentro, ambiente é climatizado para quem foge do calor. Fora, a varanda ba-da-la-dís-si-ma, com lounges, sofás, bangalôs disputados e as areias para quem procura a cor do pecado e as águas frescas e limpas.

 

Que mais fazer? Floripa tem cenários paradisíacos desenhados à mão pelo Divino Arquiteto. Luxo, conforto e ao mesmo tempo contato com a natureza e preservação ambiental. Na Ilha da Magia há várias cidades dentro de uma só. Agrada quem gosta de centros urbanos, shoppings, gastronomia diversificada ou esportes radicais. Seja você um ser do dia ou um noctívago. Um aventureiro ou um cosmopolita.

Então, você pode escolher que Floripa você quer conhecer: a dos esportes na lagoa, a da preservação ambiental no Projeto Tamar, ou da música eletrônica e baladas.

Para dançar e paquerar: Confraria Club.  Bela decoração com muita transparência, cores intensas, capitonés e um mix de mobiliário contemporâneo, tudo inspirado no conceito dos Hotéis Boutique de luxo do mundo inteiro, foi exclusivamente projetado para os ambientes, que contam até com uma suíte luxuosíssima, cinco estrelas. Muito bom gosto do Ricardinho Grunfeld, que conheci há uns 25 anos na Charlex em São Paulo antes dele obter cidadania de manezinho.  

Onde ficar? Sugiro duas opções ultra-mega-over-chiques.

Jurerê Beach Village, onde o Jaime Oliveira nos recebe feito reis! Da área das piscinas sai um deck por cima da restinga preservada. Basta atravessá-lo que pisamos na areia branquinha como açúcar e temos a água calma e turquesa do mar de Jurerê aos nossos pés. Sempre me lembro de levar sais para aproveitar a banheira da suíte.

Há também o lindíssimo Il Campanário Villagio Resort, que ganhou o Prêmio Brasil 2010 como novidade do ano da Revista 4 Rodas.

Está esperando o que para fazer as malas?

Azul pode ser rosa?

Se uma rosa pode ser azul, por que a AZUL não pode ser rosa?

Pois aconteceu em nome da filantropia nas nuvens! A aeronave todinha cor de rosa é uma parceria entre a Azul, Embraer e Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama.

A tripulação somente feminina lembra a lenda das guerreiras amazonas. Mas a luta, nesse caso, é contra o câncer de mama. A cor rosa representa a causa. Isso é que é MKT 3.0, amei!!!

A TripService, uma agência de viagens catarinense, vai doar à Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) um percentual sobre todos os produtos que venderá entre 1º de abril e 31 de dezembro deste ano.

Leia aqui a história de como isso aconteceu: http://www.jetsite.com.br/2008_v35/AeroMarketing.aspx

Combate ao câncer de mama. Faça parte desse movimento: www.femama.org.br

Patchwork de papos costurados com arte

A tarde paulista de 14 de abril começa com um cuidado com a embalagem no JJ, onde meus meninos de ouro José Luiz Freire e Bruno Lemes usam meu corpitcho para fazer um look mezza pin up mezza anos 70 e bordas recheadas de paetês: olhos de gatinha, madeixas negras de lado com cachos domados por uma flor de cetim preto. São os primeiros artistas do dia que encontro.

Depois da embalagem, dali saio para cuidar do conteúdo no Shopping Cidade Jardim. A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte… Herdei de meu pai a tendência por ser leitora compulsiva. Tenho pilhas de livros na cabeceira, adormeço lendo, passeio horas por bibliotecas, prefiro uma livraria a uma joalheria. Mark Twain disse que o homem que não lê bons livros não tem nenhuma vantagem sobre o homem que não sabe ler. Mario Quintana completou ao afirmar que os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não o fazem. Então, faço um pit stop na Livraria da Vila, que assim como a Livraria Cultura, é um paraíso para perder a noção do tempo. Que surpresa sensacional a livraria reservava: encontro mais duas artistas! Verena Matzen e Isabelle Tuchband.

Quando vou a São Paulo fico chez Mamis & Papis e pego metrô na estação Santa Cruz. Então, já havia ficado intrigada com o projeto Arte no Metrô, com 180 peças de cerâmica pintadas por elas espelhando a pluralidade dos tipos que fazem a cidade. Ocupam um espaço de 5,40 por 1,20 na descida da escada rolante.

 

A argentina Verena faz a linha chique. Tem um look vintage. Sua arte é delicada como ela, com tons pastéis e anjos.

 

Já a arte Isabelle é quente, cheia de vida. Da sua paleta uma explosão de júbilo se materializa em mulheres voluptuosas, ciganas e flores de mil matizes. Prozac pendurável na parede! Morena, da mesma idade que eu, intensa e também apaixonada por gatos. Havia lido sobre Isabelle na Claudia do mês passado e já fiquei megafã.

Entre arte e livros, engato num papo animado com Antônio Galvão Bueno, da Editora Buruti, que se mostra apaixonado pelo que faz. Depois, com o marido de Isabelle, Joseph Catão, sobre nossos ex-professores do Colégio Rio Branco. Em seguida, com o esportista-jornalista-livreiro Samuel Seibel, dono da Livraria da Vila, que se preocupa em cuidar da mente com literatura, cinema e música e do vaso sagrado que ela habita com esportes. Na saída ainda cruzo com Cynthia Greiner, responsável pela cirurgia plástica rejuvenescedora editorial na Revista Claudia. Um patchwork de bate-papos nutritivos costurados por arte.

E de lambuja, saí no Glamurama com foto de Fernando Godoy.

Ciro Batelli recebe no Club A

Ao cair da noite aterrisso do outro lado da marginal Pinheiros diretamente no chiquérrimo Hotel Sheraton no Complexo WTC. No andar da piscina encontra-se o famoso Club A São Paulo do Amaury Jr.

O lugar realmente é tudo o que promete. Deslumbrante é pouco. Desde os coqueiros de cristal, móveis que de bater os olhos se vê que são do Phillip Starck, até o papel de parede personalizado com o A, o ambiente é de cair o queixo.

Mas um club privé não se faz somente com arquitetura e decoração. Território naturalmente dominado pelos bem-nascidos, celebridades e prósperos, nessa noite especial estava tomado pela imprensa de todo o Brasil, personalidades da TV e do entretenimento.

Quem recebia era Mr. Vegas, Ciro Batelli, produtor internacional do Programa Amaury Jr e senhor do Portal Batelli, onde essa humilde datilógrafa tem a honra de escrever. Muito família, estava com a esposa Cristina e o filhote Fernando.

Foi a festa de lançamento do evento Las Vegas III – uma semana de diversão, compras, jogos, passeios e até show de Celine Dion tendo Mr. Vegas como anfitrião na cidade dos sonhos.

Ciro é uma figura ímpar. Muito transparente e honesto nas suas colocações, fez elogios rasgados à parte mais sexy do meu corpo: o cérebro. Adorei!!! Fiz aqui outro post sobre o Ciro driblando o vernáculo.

Chiquinho Scarpa é um fofo amigo de infância do meu marido, um gentleman que ainda beija as mãos de uma dama.

A noite estava multimídia. Vários shows. Amei rever o Helvis Presley. Sim: Helder + Elvis = Helvis. Já o havia ouvido numa palestra do Divaldo Pereira Franco. As burlescas Anna Gelinskas e Marina fizeram uma performance muito sexy.

Amaury Jr é senhor de um carisma sem igual e pacientemente posou para mil fotos antes de mandar que eu jogasse fora minha Xereta. Aliás, as fotos boas do post são de Fernanda Leão, as ruins, eu mesma assino…

Dancei até de manhã. Fui direto dali para o aeroporto e voei para Balneário Camboriú e para minha prova de Literatura.

Quer mais fotos? No site do Amaury Jr.

Royal Wedding

Vou tomar aulas de dança para me preparar para a festa real…

Plaza Caldas da Imperatriz

Engana-se quem pensa que Santa Catarina é só praia ou chope. Mais conhecido pelo verão no litoral ou pelo outubro nas Oktoberfests, o estado oferece muitas outras opções para o restante do ano, como as 12 estâncias termais estruturadas e em pleno funcionamento.

O Imperador D. João VI determinou a construção de um hospital em março de 1818 na região de Santo Amaro, 30 quilômetros de Florianópolis, nas montanhas da Serra do Tabuleiro onde uma fonte de águas quentes foi descoberta. Como seu neto, D. Pedro II e Dona Tereza Cristina e não conseguiam engravidar, em 1845 resolveram visitar o local. Ficaram tão encantados com as propriedades das águas termais, que no calor da visita conceberam finalmente a Princesa Isabel.

Reza a lenda que o ex-governador Irineu Bornhausen foi à Alemanha buscar nas águas de Baden-Baden a cura para seu reumatismo. Especialistas de lá o aconselharam a voltar para a Santa & Bela e beber na fonte de Santo Amaro da Imperatriz. Ali está instalada a Companhia Hidromineral Caldas da Imperatriz, onde são envasadas as águas Imperatriz. Não levo jabá, não é um publieditorial, mas desde que soube disso e estudei os cristais do Dr. Massaru Emoto, compro essa marca e coloco uma palavra de gratidão na embalagem com caneta retroprojetora.

Emancipado há pouco mais de 50 anos, o município Santo Amaro da Imperatriz é a capital catarinense das águas termais, considerada uma das melhores do mundo!

As águas termominerais radioativas são indicadas para diversos males. Porque, ao penetrarem pela fissura natural da montanha, viajam até as entranhas da Terra e vão se mineralizando com a temperatura altíssima. Ao retornarem à superfície estão megaenriquecidas.

Para desfrutar da qualidade e das propriedades da água de Santo Amaro em alto estilo, a melhor opção de hospedagem é o tradicional Plaza Caldas da Imperatriz Resort e Spa. Há incontáveis banheiras com as águas termominerais vindas diretamente da fonte: banheiras externas em meio a jardins, piscinas turbinadas com jatos naturais de água, ao lado das saunas e em cada uma das suítes. Loosho puro banhar-se e lavar os cabelos com água mineral.

Só isso já seria motivo para visitar o Caldas, mas como se não bastasse, ainda há gastronomia de primeira com opções light desde o desjejum.

Repare no carinho com que somos recebidos pelo Gerente Carlos Higgie, com champanha e frutas no quarto.

Gaste as calorias da gastronomia com esportes radicais como rafting, rapel de cachoeira, arvorismo, tree climbing, parapente, voo livre com a turma do Tartarugas. A cidade atrai praticantes do ecoturismo o ano inteiro.

No hotel há um maravilhoso borboletário que fica coloridíssimo dependendo da época.

Conecte-se ainda mais com a natureza andando pelas trilhas ecológicas entre mata nativa, cascatas, abundantes cursos de água, corredeiras e piscinas naturais. Torne seu passeio enriquecedor, ao desfrutar da companhia do biólogo do hotel, Fernando Brüggemann e saiba mais sobre as bromélias, orquídeas, amarílis, incontáveis e coloridas borboletas e pássaros da Mata Atlântica. Então, antes de embarcar, lembre-se de colocar na mala: boné, tênis, protetor solar, máquina fotográfica. Se quiser caprichar na mala, inclua lupa, bússola e binóculo.

Saúde! Bárbara Reiter

www.santoamaro.sc.gov.br

www.plazahoteis.com.br

www.tartarugas.net

A Mulher que queremos ser – fórum Claudia pela mulher brasileira

Assisti ao Forum da Revista Claudia que discutiu o tema: “A mulher que queremos ser: cheia de tarefas ou com múltiplos interesses?”

Aconteceu no auditório lotado do Shopping Frei Caneca, na capital paulista, 29 de março de 2011. Dia do aniversário do meu papis que mora em Sampa e véspera da pré-estreia paulista do longa Mães de Chico Xavier, que tive o prazer de trabalhar na divulgação no sul do Brasil. O evento foi uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

Já na chegada, um brunch-banquete-quase-vegetariano, 99% isento da vida de irmãos irracionais nos dava as boas-vindas num ambiente superbem montado, com rosas vermelhas colombianas na decoração. Adorei a seleção de quitutes servidos, uma seleção karma-free que combina com MKT 3.0, com sustentabilidade, consciência ecológica, preocupação com os problemas da sociedade, a ética, meio ambiente, responsabilidade social. Logo foi ficando apertado de tão concorrido, o evento. Parecia liquidação em pleno Natal.

Na porta do auditório, ideia nota 10: distribuíram bandeiras brancas para serem desfraldadas quando concordássemos com a palavra proferida; bandeiras vermelhas para sinalizar desacordo.

Entra Cynthia Greiner, editora que aprendi a admirar desde que fazia a Nova, com um vestido estampado na altura dos joelhos marcando a cintura. Mi-au! Ela é a cara da mulher do século XXI: idade indefinida e que combina o melhor conteúdo com a melhor embalagem. É a moderadora loosho e glamour.

Ouvimos algumas palavras de Vanessa Lobato, superintendente executiva de rede do Banco Santander com a qual senti muita empatia. Mineira cosmopolita, mãe de 3 filhos, mora em Campinas e o marido no Rio.

Entram os debatedores: o psicanalista Jorge Forbes, Cynthia de Almeida, jornalista e consultora do Movimento Habla, uma ideia genial com um site confuso como o próprio universo feminino que tenta desvendar e a carismática atriz Denise Fraga. Anotações pessoais minhas pinçadas do que foi dito:

- Com tanta lista (1.000 livros para ler, 1.000 lugares para visitar, 1.000 filmes para assistir, etc, antes de desencarnar), não dá tempo para fazer tudo numa só encarnação. Então, é uma questão de escolha. E de aprender com os seres com penduricalhos a não ter culpa. Pois, se optamos por uma coisa entre 10, depois ficamos lamentando as 9 deixadas para trás. Ter certeza da própria escolha, conhecer seus desejos, responsabilizar-se por eles.

- Vamos aprender a delegar e depois respeitar os parceiros, pois cada um faz o melhor que pode com o que sabe.

- Seres com arquitetura glandular mamária precisam libertar-se da lista dos “Você tem que…”; algo que já estou vacinada há 25 anos, quando conheci o Gasparetto.

-Felicidade é o processo, não a finalidade.

Gostei imensamente das colocações do Jorge Forbes acerca da espiritualidade, imanescência e transcendência em relação ao próprio saber e vou estudar mais sobre o assunto.

Ouvi muitas queixas e não entendi a razão. Faço tantas coisas e dá tempo de dormir muito bem! Levo o filho para a escola. Cuido do vaso sagrado que minha alma veste nessa encarnação, cuido do espírito e alimento a cabeça com ótimas leituras, filmes, faculdade EAD, tenho Facebook. Malho. Caminho pelas areias da praia. Namoro o maridão até mais que há 20 anos. Dou colo quando ele precisa. Preparo minhas refeições crudívoras coloridíssimas pessoalmente. Posto no blog, no Portal Batelli, faço trabalho voluntário na FEC, saio com as amigas. Estudo de madrugada. Viajo muito. Do que se queixam? Basta fazer o que gosta e pronto, há tempo para tudo!

O saldo do debate? Saí de lá com a impressão de que a conversa poderia ter seguido pelo restante do dia, pois fluiu gostosamente. Confira o que outras blogueiras acharam do fórum:

Pega no Pink

Além das Tendências

Bem Feminina

Palavras e Artes

 

Para Richard Reiter – que está morando na Europa

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Nebuloso Losango – Uma resenha

Recomendo a leitura desse livro com a satisfação de quem descobre numa viagem um restaurante novo que serve manjares de sonhos, salpicados com temperos de palavras e ideias absolutamente saborosos! Não é um livro para passear em baixo de axilas ou enfeitar o criado-mudo, é para ser devorado com fome! Meu autógrafo na primeira página diz: “Esse romance meio maluco tem a cor, o tom e o sabor de outra época”. Ninguém melhor que o próprio autor para definir sua obra. Não tente adivinhar o porquê do nome, não precisa. No primeiro parágrafo é explicado. A regra três já foi exaustivamente explorada no cinema, na música, nos divãs. O triangulo amoroso é banalizado, está gasto e démodeé. Mas é a primeira vez que topo com um losango depois do Quatrilho. Esse romance surpreendente trata de emoções, delírios esquizoides e desejos de dois homens e duas mulheres.

O mais prazeroso não é tentar entender suas possíveis combinações entre os quatro amigos, o que é fantasia e o que é realidade, mas deleitar-se com a forma como foi escrito, seus temperos, onomatopeias. Não há conversas epidérmicas, são auto diálogos elaborados que mostram a loucura que há em cada um de nós, que tentamos mascarar com o verniz da educação e etiqueta social. Desde Machado de Assis e seus solilóquios não degustava uma obra com tal satisfação! Andava com fome de uma leitura nutritiva como essa, alimento de primeira para os neurônios. O uruguaio Carlos Higgie tem um talento surpreendente e uma intimidade libidinosa com o vernáculo!

Há personagens que são comuns, como apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior. Numa época difícil de caudilhos. Mas a realidade passa a ser pálida, se comparada aos matizes infinitos das cores das paletas dessas personagens, num folhetim louco. Fogem da monótona e monocromática realidade, porque na cabeça das personagens há um triler!

Permita-se seduzir pela loucura desses quatro, pelo magnetismo que os atrai um ao outro. É literatura da melhor qualidade que serve como um convite a verbalizar suas próprias fantasias.

Boa leitura!

Nebuloso Losango – Carlos Higgie, Todamérica, 2010.

Carta do Cacique Seattle ao Presidente dos Estados Unidos

Em Campos do Jordão encontra-se o Parque Estadual do Horto Florestal, uma reserva natural lindíssima! Oito mil hectares que são um convite a apreciar os ensolarados dias de inverno, as lindas manhãs de outono com aquele tapete natural multicolorido de folhas de plátano, as azuis tardes de primavera com sebes de hortênsias e o verão agradável da Serra da Mantiqueira. Após uma curta caminhada em direção a uma doce cachoeira bem rasinha, uma placa sempre chama a atenção. Tem pinçado um trecho da carta que em 1855, o cacique Seattle da tribo Suquamish do Estado de Washington, enviou ao presidente dos Estados Unidos Francis Pierce, depois do Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Foi há dois séculos!  Mas o desabafo do cacique é um verdadeiro tratado ecológico e tem uma incrível atualidade! Talvez você até já a conheça. Mas a cada leitura, vemos com novos olhos. Leia a carta na íntegra, é muito linda!

“Como podeis comprar ou vender o céu, a tepidez do chão? A idéia não tem sentido para nós.

Se não possuímos o frescor do ar ou o brilho da água, como podeis querer comprá-los? Qualquer parte desta terra é sagrada para meu povo. Qualquer folha de pinheiro, qualquer praia, a neblina dos bosques sombrios, o brilhante e zumbidor inseto, tudo é sagrado na memória e na experiência de meu povo. A seiva que percorre o interior das árvores leva em si as memórias do homem vermelho. 

Os mortos do homem branco esquecem a terra de seu nascimento quando vão vagar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta terra maravilhosa, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs, os gamos, os cavalos a majestosa águia, todos nossos irmãos. Os picos rochosos, a fragrância dos bosques, a energia vital do pônei e do homem, tudo pertence a uma só família. 

Assim, quando o grande chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossas terras, ele está pedindo muito de nós. O grande Chefe manda dizer que nos reservará um sítio onde possamos viver confortavelmente por nós mesmos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Se for assim, vamos considerar a sua proposta sobre a compra de nossa terra. Mas tal compra não será fácil, já que esta terra é sagrada para nós. 

A límpida água que percorre os regatos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos ancestrais. Se vendermos a terra, tereis de lembrar a nossos filhos que ela é sagrada e que qualquer reflexo espectral sobre a superfície dos lagos evoca eventos e fases da vida do meu povo. O marulhar das águas é a voz dos nossos ancestrais. Os rios são nossos irmãos, eles nos saciam a sede. Levam as nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se vendermos nossa terra, deveis vos lembrar e ensinar a nossas crianças que os rios são nossos irmãos, vossos irmãos também e deveis a partir de então dispensar aos rios a mesma espécie de afeição que dispensais a um irmão. 

Nós mesmos sabemos que o homem branco não entende nosso modo de ser. Para ele um pedaço de terra não se distingue de outro qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga. Depois que a submete a si, que a conquista, ele vai embora à procura de outro lugar. Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. A cova de seus pais é a herança de seus filhos, mas ele os esquece. Trata a sua mãe, a terra, e seus irmãos, o céu, como coisas a serem comprados ou roubados, como se fossem peles de carneiro ou brilhantes contas sem valor. Seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos. Isso eu não compreendo. Nosso modo de ser é completamente diferente do seu. A visão de suas cidades faz doer aos olhos do homem vermelho. 

Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e como tal, nada possa compreender. 

Nas cidades do homem branco não há um só lugar onde haja silêncio, paz. Um só lugar onde ouvir o farfalhar das folhas na primavera, o zunir das asas de um inseto. Talvez seja porque sou um selvagem e não possa compreender. 

O barulho serve apenas para insultar os ouvidos. E que vida é essa onde o homem não pode ouvir o pio solitário da coruja ou o coaxar das rãs à margem dos charcos à noite? O índio prefere o suave sussurrar do vento esfrolando a superfície das águas do lago, ou a fragrância da brisa, purificada pela chuva do meio-dia ou aromatizada pelo perfume dos pinhos. 

O ar é precioso para o homem vermelho, pois dele todos se alimentam. Os animais, as árvores, o homem, todos respiram o mesmo ar. O homem branco parece não se importar com o ar que respira. Como um cadáver em decomposição, ele é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra, deveis vos lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar insufla seu espírito em todas as coisas que dele vivem. O ar que vossos avôs inspiraram ao primeiro vagido foi o mesmo que lhes recebeu o último suspiro.

Se vos vendermos nossa terra, deveis conservá-la à parte, como sagrada, como um lugar onde mesmo um homem branco possa ir sorver a brisa aromatizada pelas flores dos bosques.

Assim, consideraremos sua proposta de comprar nossa terra. Se nos decidirmos a aceitá-la, farei uma condição: o homem branco terá que tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo de outro modo. Tenho visto milhares de búfalos apodrecerem nas pradarias, deixados pelo homem branco que neles atira de um trem em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como o fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante que o búfalo, que nós caçamos apenas para nos mantermos vivos. 

Que será dos homens sem os animais? Se todos os animais desaparecem, o homem morreria de solidão espiritual. Porque tudo isso pode cada vez mais afetar os homens. Tudo está encaminhado. 

Deveis ensinar a vossos filhos que o chão onde pisam simboliza a as cinzas de nossos ancestrais. Para que eles respeitem a terra, ensinai a eles que ela é rica pela vida dos seres de todas as espécies. Ensinai a eles o que ensinamos aos nossos: que a terra é a nossa mãe. Quando o homem cospe sobre a terra, está cuspindo sobre si mesmo.

A terra não pertence ao homem branco. O homem branco é que pertence à terra. Disso nós temos certeza. Todas as coisas estão relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está associado. O que fere a terra fere também aos filhos da terra. O homem não tece a teia da vida: é antes, um dos seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio. 

Mesmo o homem branco, a quem Deus acompanha e com quem conversa como um amigo, não pode fugir a esse destino comum. Talvez, apesar de tudo, sejamos todos irmãos… Nós o veremos.

De uma coisa sabemos. Talvez o homem branco venha há descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo deus. Podeis pensar hoje que somente vós o possuís, como desejais possuir a terra, mas não podeis. Ele é o Deus do homem e sua compaixão é igual tanto para o homem branco, quanto para o homem vermelho. Esta terra é querida dele. Ofender a terra é insultar o seu criador. Os brancos também passarão. Talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminai a vossa cama e talvez vos sufoqueis numa noite no meio dos próprios excrementos. 

Mas no nosso parecer brilhareis alto, iluminados pela força do Deus que vos trouxe a esta terra e por algum favor especial vos outorgou domínio sobre ela e sobre o homem vermelho. Este destino é um mistério para nós, pois não compreendemos como serão no dia em que o último búfalo for dizimado, os cavalos selvagens domesticados, os secretos recantos das florestas invadidos pelo odor do suor de muitos homens e a visão das brilhantes colinas bloqueada por fios falantes. 

Onde está o matagal? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. O fim do viver e o início do sobreviver.”

"Embora ninguém possa voltar atrás para fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora a fazer um novo fim” Francisco Cândido Xavier

Solilóquios etílicos

Bons hábitos fazem o monge? Não sei. Sei que trazem saúde.

Uma pesquisa afirma que 9 entre 10 americanos (campeões em obesidade) acreditam que se alimentam muito bem, embora vivam na terra do refrigerante e nem passem perto de frutas e verduras. Em contrapartida, europeus em geral têm o hábito de caminhar muito e se alimentam de forma bem mais saudável. E como prefiro encantar meu marinheiro com meu canto que encalhar na praia…

Em Amsterdam, curioso, não vi uma única farmácia. Na terra dos hipocondríacos tupiniquins há duas em cada quadra. Holandeses de todas as idades andam muito de bicicleta e nunca devem ficar doentes! Há milhares delas circulando pelas ruas. O hábito de pedalar uma magrela condiciona o coração, reduz a pressão, baixa o colesterol. Li num adesivo: “Put some fun between your legs: ride a bike!” numa tradução livre, “coloque mais diversão entre as pernas: ande de bicicleta!”.

E a dieta mais saudável do mundo? É a dos povos dos países banhados pelo mar mediterrâneo, como Itália, Grécia, Albânia, Espanha, França, Iugoslávia, Síria, Líbano, Israel e Turquia. Vem ganhando grande atenção pelos profissionais de saúde desde que começou a se perceber a alta longevidade e baixa incidência de problemas cardíacos. Essa alimentação orienta as pessoas a consumirem mais vegetais, legumes, cereais integrais, sementes, óleos nobres como azeite extra virgem prensado a frio, frutas oleaginosas, queijos e iogurtes. E alguns alimentos são praticamente obrigatórios: tomate, alho, maçã, nozes e a bebida de Baco: o vinho.

Em Paris, anda-se muito a pé. E em qualquer bistrô se degusta uma taça de vinho com as refeições. Não se vê ninguém tomando refrigerante. E as francesas são esbeltas e elegantes mesmo de sapatilhas sem salto nenhum.

Na Itália sempre há uma bela taça de vinho acompanhando as melhores refeições. Come-se muitíssimo bem (a protagonista de Comer, Rezar e Amar ganhou 12 quilos com os manjares de carboidratos do berço da cultura ocidental…).

E como se come bem e bebem-se vinhos deliciosos em Portugal!!! O país é um deleite gastronômico!

Quando leio um romance passado em tempos antigos (adoro os do Conde J W Rochester!), vejo que azeite e vinho eram os santos remédios usados para quase tudo. Desde a antiguidade, o vinho apresenta-se intimamente ligado à evolução da medicina, desempenhando sempre um papel principal. Hipócrates, o pai do Higienismo, recomendava o vinho como desinfetante, medicamento, veículo para outras drogas e parte de uma dieta saudável. Galeno, o mais famoso médico da Roma antiga, empregava o vinho na cura das feridas dos gladiadores, agindo como um desinfetante. Judeus antigos tinham o vinho como medicamento. Segundo o Talmude, “sempre que o vinho faltar, a medicina tornar-se-á necessária”.

Sabia que o ex-presidente Lula instituiu a obrigatoriedade de servir vinhos brasileiros durante os eventos oficiais do governo federal coordenados pelo Itamarati?

Atitudes que estão na minha lista de resoluções para 2.011: andar mais a pé no calçadão maravilhoso da praia e me permitir saborear uma deliciosa taça de vinho durante uma ou outra refeição. O consumo moderado (apenas uma dose de vinho) é comprovadamente terapêutico. Aos fiscais da vida alheia de plantão que quiserem vir me lembrar de que sou espírita de carteirinha, recordo que Jesus na festa de bodas em que o vinho faltou, usou sua imensa força magnética para operar aparentes milagres e na ação fluídica sobre os potes de simples H2O, mudou-lhe as propriedades, conferindo-lhe cor e sabor de vinho para que a festa prosseguisse e a alegria fosse mantida. Não serei eu a estraga-prazeres!

O vinho tinto reduz o risco de doenças cardíacas, protege contra disfunções neurológicas, aumenta a longevidade, possui poder anticancerígeno.  Além disso, os polifenóis também inibem a formação de óxidos de colesterol, produtos da oxidação de LDL, um dos principais fatores desencadeantes da aterogênese. A agregação plaquetária, outro importante fator de risco para coronariopatias, é inibida pelo resveratrol e pelos flavonóides quercetina e catequina, compostos fenólicos presentes em vinhos tintos. Está tudo confirmadíssimo pelo Dr. Google. Quando consumido junto com a comida, o vinho ajuda a eliminar os radicais livres e desentope as artérias.

Isto posto, conto que provei dia 28 de dezembro, no aniversário do parque do cowboy brasileiro alguns dos seis vinhos da Reserva Especial que a Miolo personalizou para o Beto Carrero. Ma-ra-vi-lho-sos!!! Néctar dos deuses! 

A ideia genial de Alex Murad foi levada avante pelo Diretor de Novos Negócios Alex Reiter e o diretor da Miolo Wine Group Marcos Miolo.

E foi provado e aprovado por personalidades como o Governador Leonel Pavan, o Governador Luiz Henrique da Silveira e Cimélio Pereira durante a estreia do novo musical, o “Sonho do Cowboy”, quando celebraram e brindaram a ideia. Encerrou o ano com chave de ouro!

Quer ver mais fotos da estreia do musical? Visite o Blog: www.angelaguedes.com.br 

Tim-tim!

Salada Árvore de Natal

Receita maravilhosa da nutricionista Jacqueline de Oliveira, do Rio de janeiro

Um prato de Natal super saudável, politicamente correto, vegetariano, e ainda por cima original e de visual fantástico!

 

Esse foi preparado pelo Alexander

INGREDIENTES:

- 100g de pasta de soja com azeitonas

- 100g de ameixa preta seca sem caroço hidratada

- 100g de uva passa branca sem caroço hidratada

- 100g de nozes picadas (ou castanha de caju, amêndoas)

- 100g de milho verde

- 2 colheres de sopa de cebola picada

- 2 dentes de alho amassados

- Azeite extra virgem prensado a frio

- 2 a 3 maços de salsa

- tomates-cereja vermelhos e amarelos a gosto

- Pimentão amarelo para decorar

- Palitos de dentes cortados ao meio em quantidade suficiente

 

MODO DE FAZER

Pegue a pasta de soja, ameixas, uva passa, milho verde, nozes, cebola, alho e um pouco de azeite e misture bem.
Coloque essa mistura dentro de um recipiente (como uma garrafa pet cortada ao meio e com o gargalo para baixo) e prense bem para ficar bem acondicionado.
Desenforme no prato que será usado.

Coloque os raminhos de salsa em toda a árvore, sem permitir que a base apareça. Quanto mais raminhos, melhor!

Enfeite com tomatinhos-cereja espetados em um palito partido.

Faça uma estrela com pimentão amarelo e coloque no topo da árvore.

Essa árvore deve ser o último prato a ser preparado e colocado à mesa. Guarde-o na parte de baixo da geladeira.

Agora, é só sorrir para os elogios!

Feliz Natal!

Costão Hexacampeão do Santinho

 

E há a Ilha da Magia, onde também a natureza impera generosa e abundante. Mas onde se encontra absolutamente de tudo. Mata Atlântica preservada e toda sua biodiversidade, lagoa, dunas, restinga, mangues, montanhas, dezenas de praias paradisíacas desde desertas a badaladíssimas. Modelos internacionais, carros luxuosos, esportes radicais dentro e fora da água, trilhas, arquitetura imperial, folclore, pinturas rupestres, muita natureza em harmonia com um centro urbano superdesenvolvido. Florianópolis é considerada uma das capitais com melhor qualidade de vida do Brasil. Porque a integração entre a ocupação humana e a preservação ambiental é levada muito a sério.

A combinação de conservação do meio ambiente e do patrimônio histórico, aliada às elevadas taxas de escolaridade, renda da população e boa infraestrutura urbana e de serviços, fazem de Floripa a capital brasileira com o melhor índice de desenvolvimento humano (IDH). Sua fama atravessou fronteiras: é a capital brasileira com melhor qualidade de vida, segundo a ONU. O Newsweek International a elegeu umas das World’s 10 hottest cities. E de acordo com o NY Times é o Destination of the Year – South America 2009.

Na Ilha da Magia, a 35 quilômetros do centro, cercado de mata nativa está o melhor Resort de Praia do Brasil: Costão do Santinho. Eleito seis anos consecutivos. Você leu direitinho: seis! Os leitores da Revista Viagem e Turismo da Abril estão frequentando excelentes lugares!

Eu poderia discorrer sobre o requinte e diversidade da gastronomia dos seis restaurantes, a decoração mimosa das vilas, as acomodações da ala internacional que dá vontade morar definitivamente, a paisagem exuberante dessa praia especial, o bom gosto que reina em cada detalhe, a lista infindável de esportes que se pode praticar sem sair do Resort, o complexo aquático. Mil tópicos!

Por exemplo, em 2009, o Costão Spa foi eleito pelos mesmos leitores da Revista Viagem e Turismo o terceiro melhor Spa  do Brasil. E em 2010 é o segundo melhor Spa do país. E a Ozélia atende aos spazianos com um carinho de quem veste a camisa e ama o que faz, com massagens, watsu, terapias e banhos aromáticos que desintoxicam, relaxam, fortalecem a pele, melhoram a circulação e as vias respiratórias e promovem relaxamento através do calor das águas.

Ou poderia escrever sobre a brilhante sacada de usar como logotipo uma imagem criada há 5 mil anos por um homem do Sambaqui. Poderia redigir uma matéria sobre cada uma dessas coisas. Mas vou falar sobre o projeto visionário de um polêmico empresário.

Quem o via discursar inflamadamente, batendo com força na mesa e nos neurônios dos interlocutores em reuniões do Conselho Estadual de Turismo de Santa Catarina – cuja presidência ele deixou, não imagina que seja o mesmo senhor de 71 anos passa fazendo jogging na praia logo cedinho e joga tênis. Calmo, simpático, muito família, sempre com Dona Iolanda. Fernando Marcondes de Mattos. Sua disposição é admirável. Não apenas para praticar esportes, mas para enfrentar gregos e troianos pelo que acredita. O irônico é que vive envolvido em imbróglios ligados a questões de meio ambiente. Entretanto, nenhuma das investigações o apontou como culpado.

Aparentemente o sexo dos anjos que se discute é o Museu a céu aberto. Situado numa área de um milhão de metros quadrados o Morro das Aranhas apresenta um museu arqueológico ao ar livre e a RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) que abriga espécies da fauna e flora características da região, com presença das dunas e lagoa de água doce, atraindo milhares de visitantes anualmente.

Para que as inscrições rupestres fossem mais bem preservadas, o Costão criou uma estrutura que faz uma leve sombra e além de evitar a oscilação de temperatura que é responsável pela degradação natural, ainda tem uma passarela que impede que se caminhe ou toque nas pinturas do sítio arqueológico.

Além disso, instalou painéis explicativos na Praça do Conhecimento. Pra quê?! A passarela, o caminho, os painéis, toda a estrutura construída com o intuito de valorizar o sítio arqueológico e proteger a arte rupestre parece que incomodou aqueles que preferiam ver o circo pegar fogo. Acusaram Marcondes de lucrar com o sitio.

No Moeda Verde incluíram o Costão das Gaivotas, que é um projeto limpo, nunca teve o menor problema com a questão ambiental. E o Costão Golfe teve a obra embargada durante um ano e meio sem embasamento técnico, causando um prejuízo gigantesco, próximo dos 20 milhões de reais.

No meu entender o maior crime dele foi não haver pago ao criador do logotipo por não possuir uma máquina do tempo. Outro crime foi ter tido há 20 anos uma visão do que poderia vir a ser o norte da Ilha da Magia, acreditado e ter investido nisso. Gente, inveja é pecado! Está na lista do decálogo mosaico, viu? Marcondes é um herói. Realizou milagres pelo estado e os prêmios não me deixam mentir. Mr. Vegas Batelli disse uma vez que Deus fez tudo pelo Brasil, que estava na hora do Homem fazer sua parte. Aí, quando aparece um e faz é penalizado? Que vergonha!

O Costão um verdadeiro paraíso ecológico. Deponho como testemunha que o Costão ajuda a preservar o meio ambiente com os programas ambientais praticados com o objetivo de harmonizar o turismo autosustentável, com a integração à natureza, a RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural Morro das Aranhas, o Programa de Educação Ambiental e Patrimonial com o público escolar, o cuidado com os museus arqueológicos ao ar livre, o apoio ao Projeto Modelo Biosfera Urbano da Ilha de Santa Catarina, e a outros projetos.

Para concluir, adoro me hospedar no Costão. Namoro bastante meu maridão, ando muito pela areia, faço trilhas, mergulho, surfrafting, desço de rapel a montanha com o pessoal da Adrenailha, faço arvorismo, frequento o spa, escolho a alimentação mais saudável possível, pego um bronze e volto renovada, cheia de energia desse lugar mágico.  

Olhe a carinha de felicidade deles! Aqui Alexander Reiter e Fernanda Reiter.

Mr. Reiter quando não está no Beto Carrero

Beijos mágicos! Bárbara Reiter.

www.costao.com.br

www.adrenailha.com.br

Balneário Camboriú – home, sweet home…

Santa Catarina é a um pedacinho da Europa nos trópicos! Até parece a Suíça! Ouve-se muito alemão, italiano. As pessoas são educadas, não jogam lixo nas ruas. Quando o pedestre pisa fora da calçada, os carros imediatamente param para que ele passe. Quando os donos de cachorros saem para passear, o fruto de seu “momento de reflexão” é imediatamente recolhido por um dono educadíssimo. Não há a violência urbana que se vê em outros estados. As pessoas não são de briga nas baladas. Há uma megaconcentração de gente bonita. Todos são altos, belos, loiros. E as mulheres, então? Tudo Bündchen!

Santa Catarina é realmente um estado privilegiado por muitas paisagens diferentes. E agora vou mostrar um pouquinho da badalada Balneário Camboriú.

É uma cidade altamente efervescente espremida entre o oceano e a BR 101. A extensão é pequena, então, a cidade sobe verticalmente e se vê prédios mais altos sendo construídos a cada dia. Durante o ano suas praias são sossegadas e tranquilas. Ao passear na orla à noite, veem-se as luzes apagadas nos prédios gigantes da Av. Atlântica. Mas na temporada a praia central incha e sua população multiplica-se por dez! Quem é VIP e gosta de badalação encontra tudo o que quer na praia central.

O que fazer?

Reserve, no mínimo, uma semana para curtir com calma tudo, tomar sol, visitar os parques Beto Carrero e Unipraias, pegar baladas e aproveitar a gastronomia. Beto Carrero é o maior parque multitemático da América Latina, e falarei dele em outra coluna.

Unipraias é o turismo do futuro: o ecoturismo, com bondinho, trilhas, arvorismo e a melhor vista da cidade!

Quer um lounge na praia para encher os olhos, onde estão os surfistas com seus músculos de tanquinho e cabelos com pontas descoloridas de parafina? Mulheres com bumbuns esculpidos à mão por Deus?

Então esse lugar é o Kiwi, na Praia Brava, já em Itajaí. Aloha!!!

E nem pense em ir embora antes de dar uma volta no bondindinho pela cidade.

Onde se hospedar?

Na Praia dos Amores, encravado na exuberante natureza está uma proposta excelente de hospedagem: o Recanto das Águas Resort. A praia é sossegada, pequena, charmosa, quase exclusiva aos hóspedes. Mesmo morando em Balneário, vou até lá para curtir a piscina gigante nos finais de semana em alto estilo.

No Recanto das Águas está o terceiro melhor Spa do Brasil: o Spa Praia dos Amores.  Adoooro, sou tratada como deusa, relaxo e me deleito. O Day Spa de Chocolate ou do Vinho são puro deleite.

Comece relaxando no ofurô.

Depois escolha uma massagem relaxante ou energética. Há diversas terapias. Recomendo especialmente duas massagens. A Ayurvédica, the best, é aplicada num ambiente megazen e reestabelece o equilíbrio dos chakras, harmoniza corpo, mente e espírito, melhora as funções orgânicas.

Outra massagem apaixonante e deliciosa é a geotermal feita com pedras quentes. A aplicação das pedras permite que se realize massagem profunda sem as dores da massagem profunda convencional. O calor aplicado também vai atuar em profundidade. As pedras foram as primeiras substâncias sólidas na Terra. Por milhões de anos, durante a sua formação, receberam luz, energia, a verdadeira sabedoria da Natureza. Apesar de ser uma técnica contemporânea, no fundo, este é um segredo que foi muito bem guardado durante séculos, na China, Egito, Índia e África. No livro amarelo, escrito há três mil anos pelo Imperador Chinês, foram encontrados registos de uma técnica com pedras quentes para curar doenças. Foi muito utilizada pelos monges Tibetanos, principalmente nos períodos quando estes efetuavam longos jejuns. As Pedras Quentes eram colocadas sobre o estômago e o abdômen, proporcionando assim uma sensação de saciedade e diminuindo desde logo a fome, além de potenciar e energizar o corpo, aliviar gastrites e controlar a ansiedade. Também há referências do seu uso já no Egito Antigo e no Velho Testamento.

O contato com as pedras ajuda a reconectar-se com suas raízes, com a energia da Terra, trazendo equilíbrio, usando a energia eletromagnética que existe em todas as coisas.

Quando se fala em pousada, a gente já imagina aquela coisinha simplesinha, sem grandes luxos. Esqueça todos esses conceitos e deslumbre-se com essa pousada. Quer sair da muvuca e hospedar-se num paraíso lindíssimo? Então, pegue a estrada interpraias e vá para a Praia do Estaleiro Guest House. O cenário perfeito para namorar, relaxar com requinte, elegância, qualidade nota mil e muito conforto. A decoração balinesa, tailandesa, oriental, é um charme! Em cada cantinho se vê o carinho dos donos. Eu gostaria de morar lá! Sério! O atendimento exclusivo feito pelos proprietários faz com que você se sinta hospedado na casa de praia de velhos amigos. É o cenário ideal para namorar ou curtir com os amigos um por de sol perfeito.

No olho do furacão da badalação está o Hotel Mercure. Pertinho dos lugares onde as pessoas sentam em frente ao mar no final do dia para embriagarem-se com a brisa marinha e esperar o crepúsculo colorir de nuances de rosa e laranja o entardecer.

Quer aproveitar isso tudo e gastar bem menos? Hospede-se então no Hamburgo, San Marino ou Atobá.

Onde comer?

Se parar para falar em gastronomia, prepare-se. Abre-te, sésamo! Na Barra Sul da praia central, há um bar sensacional que está sendo cotado para ser o melhor do Brasil e é um lugar imperdível em Balneário Camboriú. Quase beijando as areias, o Taj Bar de Balneário é inspirado na cultura de países como Índia, Tailândia, Japão, China, Indochina, Vietnã e Camboja. A inspiração de tais países se nota desde a decoração até a culinária. A decoração é uma viagem às mil e uma noites, com um Buda de madeira atrás do bar, como nos Buddha Bar espalhados pelo mundo, teto retrátil para apreciar as noites em que as estrelas empurram as luzes douradas róseas do crepúsculo e a lua serve de testemunha às confissões de apaixonados. Gergelim, saquê, jasmim, cravo, canela, gengibre, mel, limão, curry, especiarias e ervas aromáticas… Moda, sonhos orientais, ventos do deserto, areias de Balneário, tribos secretas, haréns, sedas esvoaçantes, muito verde em frente ao mar…

Pelo menos uma vez por semana encontro com as amigas facelookers para beber uma caipirinha mexida com pau de canela e ouvir as melhores trilhas de house. É um point mezza restaurante, mezza balada, com borda de luxos orientais e recheio de delícias gastronômicas.

Outro bar badalado ali ao ladinho é o Expresso, que acaba de reinaugurar em alto estilo e vale a visita. É uma choperia tradicional.

Em Balneário tem de tudo. Das comidas praianas do Sabores do Mar ao irresistível Lucca Lounge Bistrô. E até um café colonial na Confeitaria Cafehaus Glória, na Avenida Central. Além de tudo que há em grandes centros, como comida mexicana (Ricco Suave e Guacamole), japonesa e árabe.

Amo sentar no happy-hour no centro, no Mundo Selvagem, que serve tudo muito gostoso e light, nada de frituras, sempre com música ao vivo. Sente-se do lado de fora, para assistir ao desfile de beldades. Recomendo a ciranda de camarão, com toques de gengibre.

Ao lado, o Chaplin também é uma ótima pedida, um lugar já tradicional para ficar na fila do gargarejo para a passarela que a calçada se transforma.

Onde ir à noite? As baladas de Balneário? Ah… São um capítulo à parte. Os melhores DJs de Ibiza fogem do inverno europeu bem aqui. E aterrisam no clube número um do Brasil, a Green Valley. Festas imperdíveis ainda no Warung e Sky Beach Lounge. Não sou nem um pouco fã de ouvir sertanejo universitário, prefiro ir ao dentista, mas, para quem é fã do estilo, o Woods Bar é o point dos cowboys catarinenses.

E a vista de toda cidade, linda tanto à noite quanto de dia, do Cristo Luz, um programa bem turístico. Leve a máquina fotográfica.

www.betocarrero.com.br

www.unipraias.com.br

www.kiwibar.com.br

http://www.mercure.com/pt/hotel-6661-mercure-camboriu/index.shtml

www.resortrecantodasaguas.com.br

www.spapraiadosamores.com.br

www.praiadoestaleiro.com.br

www.hamburgopalace.com.br

www.sanmarinocassinohotel.com.br

www.hoteispires.com.br

www.tajbar.com.br/blog

www.expressobc.com.br

www.mundoselvagemcafe.com.br

www.chaplinmania.com.br

www.greenvalley.art.br

www.paradorbeachclub.com.br

www.warungclub.com.br

www.skybeachlounge.com.br

www.portalwoods.com.br

www.cristoluz.com.br

O Fantástico Mundo de Bruno Lemes – e as bloggeiras no JJ

A gatíssima de cabelos selvagens é a Nicole Bernardes, quando foi miss São Paulo 2006. Se já era um loosho antes de tratar as madeixas com o mágico Bruno Lemes, do JJ de São Paulo, imagina depois! Após um desastre cósmico na franja, decidiu fazer uma progressiva e ficou ainda mais phyna!

Encontramo-nos lado a lado nas cadeiras do mago da Cidade Jardim para alisar a raiz e tratar pontas com um produto que está fazendo a cabeça das bem-nascidas. Maroccanoil. Ouro marroquino que Bruno aplicou nos cabelos de ambas. Está realizando milagres nas páginas da Vogue e nos fios de rapunzel de Lady Gaga, Diane Kruger e Taylor Swift. Vitamina E (contra radicais livres), Vitamina A (para melhorar a elasticidade) e Omega 6.

Quando vou a São Paulo, sempre passo pelas tesouras do Bruninho, que além de ser the best como cabeleireiro, é um amigo fantástico que amo!

Passe no Blog dela, é bem bacana!

Tirei fotinhos para vocês conferirem. O primo It sou eu, com capa de oncinha.

http://www.brunolemmes.com.br

www.ofantasticomundodenicole.blogspot.com